A busca por novos sons e novos timbres sempre existiu. Hoje a maioria das pessoas busca isso através da tecnologia, da música eletrônica. Mas você pode chegar a novos sons com as coisas da natureza, ou com objetos já existentes. É o grande prazer da descoberta. Eu acho mais interessante, acho que as pessoas se identificam mais com o que é mais natural.
Feita a partir de uma cabaça, varas de bambu e fios de cobre. |É tocada dedilhada com a mão direita e dois vidros de remédio na mão esquerda, deslizando sobre as cordas.
Feita de cabaça e tronco de bambu, da família do marimbau, e na sua forma de tocar, lembrando a posição tradicional de se tocar um violoncelo. "Criei a marimbaça somando a riqueza do marimbau de lata com o berimbau da capoeira, resultando em um instrumento ainda mais rico em recursos, por ser criado com duas cordas de um timbre mais grave, percussivo e melódico."
Tocado com um arco feito de crina de cavalo.
Conjunto de conduites de fiação elétrica usados como instrumentos de sopro.
A mão esquerda segura a lata enquanto os dedos da mão direita fazem o movimento percussivo. O som lembra o timbre da tabla indiana. "lata + tabla, criei a latla".
Trata-se de uma flauta de taquara ou taboca, tocada por Antúlio com uma embocadura diferente o que faz com que o instrumento tenha um som parecido com o berrante dos boiadeiros.
Tradicionalmente utilizado pelos músicos das feiras no Nordeste do Brasil, o marimbau é feito com duas latas de leite e fios de cobre, tocado com uma baqueta de tambor e vidros de remédio. Antúlio desenvolveu o seu modo particular de tocá-lo, servindo-se de um arco de violino e uma vara de bambu.